22/04/2017, 17:12
(Este post foi modificado pela última vez em: 22/04/2017, 17:18 por diegorji.)
(22/04/2017, 14:05)Otavio Marcondes Escreveu: Desculpe mas nunca o câmbio interferirá no rendimento do próprio motor, não tem nada haver. O câmbio simplesmente repassa a energia produzida, através de suas engrenagens, multiplicando esta (para mais ou para menos) para ser transmitida as rodas.
Agora em rendimento de desempenho do carro eu concordo, pois alterar relações de marchas pode melhorar características de aceleração, consumo ou até ambas.
Quanto ao motor, recomendo que leiam o "release" da VW do lançamento do TSi no up! e tirem suas próprias conclusões quanto as reais diferenças.







Eu honestamente não entendi, pois no 1° paragrafo da sua resposta você não concorda, entretanto no 2° paragrafo você concorda com aquilo que você apresentou ser errado. Câmbio e relações de marcha são sinônimos nesse contexto.
Câmbio curto e câmbio longo: entenda a influência no desempenho do carro
"A distinção entre as duas variantes se dá nas dimensões das rodas dentadas que compõem a transmissão. Uma engrenagem é composta de duas rodas, uma menor (pinhão) e outra maior (coroa). A divisão entre o tamanho da coroa pelo pinhão corresponde à relação de marchas. Exemplo: Uma coroa de 15 centímetros de diâmetro está acoplada a um pinhão de 5 centímetros. A relação será de 3 para 1. (3:1). resultado de 15 dividido por 5.
As marchas mais baixas possuem relações maiores, ou mais multiplicadas. As marchas mais altas possuem quocientes bem próximos de um, ou até menores, também ditas desmultiplicadas. Abaixo, um exemplo de relações de marchas do câmbio MQ200 utilizado no Polo 1.6, da Volkswagen:
3,455:1
1,954:1
1,281:1
0,927:1
0,740:1
Ré: 3,182:1 – Diferencial: 4,188:1
O número à esquerda do sinal de divisão consiste na dimensão da engrenagem que compõe a relação de marcha. O “1” que vem depois do número se trata do pinhão, o qual está na saída do motor, sendo sua dimensão sempre constante, resultando no quociente de relação de marchas.
As marchas de mais torque, a primeira e a segunda, sempre serão mais curtas, pois seu objetivo é desenvolver força e tirar o peso do veículo do repouso. A quarta e quinta marcha têm como objetivo desenvolver velocidade e economizar combustível, especialmente em percursos rodoviários, mantendo a rotação baixa. Se tratam das relações longas.
Agora a explicação central: assim como existem marchas mais curtas e mais longas, existem câmbios curtos e câmbios longos. Eles são chamados assim de acordo com o conjunto de todas as relações de marcha. Na tabela abaixo, são comparadas as relações de marchas de dois carros: o Polo 1.6 e o Voyage 1.0, ambos da Volkswagen. O primeiro está equipado com um câmbio longo e o segundo, com um curto.
Voyage 1.0 (curto): 1ª: 4,167:1 / 2ª:2,300:1 / 3ª: 1,433:1 / 4ª: 0,975:1 / 5ª: 0,776:1 / Diferencial: 4,929:1
Polo 1.6 (longo): 1ª: 3,455:1 / 2ª: 1,954:1 / 3ª: 1,281:1 / 4ª: 0,827:1 / 5ª: 0,740:1 / Diferencial: 4,188:1
Observando os números, percebe-se claramente que as relações do Voyage são mais multiplicadas que as do Polo, mostrando claramente a diferença entre o câmbio curto e longo. Eles foram projetados assim com um objetivo muito claro, de acordo com as vantagens e desvantagens de cada tipo.
O câmbio curto pode ser reconhecido pela velocidade na qual se troca de marcha. Aquele carro que passamos da primeira para a segunda a 15 km/h, de segunda para a terceira a 30 km/h e de quarta para a quinta a 55 km/h pode ser considerado curto. Esta variante tem a vantagem de favorecer a aceleração e agilidade, especialmente para veículos carregados e pesados. As arrancadas são mais vigorosas e o veículo carrega cargas com mais desenvoltura. As desvantagens são o consumo mais elevado, as trocas constantes de marcha, menor velocidade máxima e altas rotações em ciclos rodoviários. Normalmente são aplicadas em veículos pesados e em automóveis menos potentes, como o Voyage 1.0 do exemplo, com o objetivo de aproveitar melhor a potência e torque do motor.
O câmbio longo costuma ser aplicado em veículos mais potentes e voltados a desenvolver altas velocidades. Costuma ser aplicada em veículos com maior número de marchas (seis ou mais). Se reconhece pelas trocas a velocidades maiores, como de segunda para terceira a 50 km/h e de quinta para sexta a 100 km/h. Em sua maioria, podem rodar em alta velocidade com baixas rotações, como 120 km/h a 2.200 rpm. Seus trunfos são a economia de combustível e elasticidade nas trocas de marcha, e suas fraquezas são as acelerações mais fracas e queda no desempenho em subidas e com veículo carregado. O Polo 1.6 do exemplo se enquadra nesta categoria, pois o peso é próximo ao do Voyage, mas seu motor tem 30% a mais de potência.
Algumas marcas fazem escalonamento misto, deixando as primeiras marchas mais curtas e as últimas bastante longas, a fim de obter o melhor dos dois tipos: boas arrancadas em percursos urbanos e rotações baixas e economia na estrada. Essa escolha é generalizada nas transmissões de seis ou mais velocidades.
Em síntese: o câmbio curto se mostra ideal para veículos de baixa potência ou voltados a transportar muita carga e passageiros, enquanto o câmbio longo cai bem para aqueles mais potentes, voltados à economia e a rodagem em estradas. Tecnicamente complexo, mas com implicações práticas muito claras."
Fonte: https://educacaoautomotiva.com/2015/08/0...-do-carro/
Tem outras fontes na internet, mas como é algo bem assimilado no meio da preparação eu peguei o primeiro site que pareceu ser simples e objetivo.


